Em busca de petróleo, os geólogos usam desde a sismologia no fundo
do mar até detonações de dinamite para tentar deduzir o tipo de rocha em
cada localidade. Os pesquisadores Aleksandra Sima e Simon Buckley, da Universidade de Bergen, na
Noruega, querem fazer a coisa de forma mais consistente e menos
explosiva.
A dupla construiu um robô voador - também conhecido como drone ou VANT (veículo aéreo não tripulado) - para mapear novas reservas de petróleo a partir do ar.O drone pode ser encarado como um tripé de câmera muito avançado - com a diferença de que, em vez de ficar fixo, ele leva suas câmeras e sensores para fazer um mapeamento consistente de grandes áreas, sobretudo áreas de difícil acesso.O uso de veículos aéreos robotizados facilita o mapeamento geológico necessário para encontrar petróleo - ou outros minerais - criando mapas digitais em 3D de áreas selecionadas a partir de imagens de satélite.
Segundo eles, cada pixel de uma imagem pode armazenar informações
sobre as rochas e os minerais que elas contêm. - as cores registradas
pelas câmeras e sensores refletem o tipo de rocha encontrada no terreno.
Usando um sistema de realidade ampliada, os modelos virtuais são
sobrepostos a imagens das áreas estudadas, permitindo que os geólogos
façam uma espécie de pesquisa de campo virtual. A vantagem é que, em vez de usar um martelo para tirar lascas de cada
rocha, e depois analisar essas amostras em laboratório, eles já têm
diante dos olhos informações geofísicas e geoquímicas, mostrando desde o
tipo de cada rocha, até a espessura da sedimentação em cada área.
Com uma visão geral das rochas e minerais, é muito mais fácil fazer
estimativas sobre onde fazer furos para tentar encontrar o petróleo, e
até mesmo como o petróleo pode fluir no subterrâneo.
"A pior coisa que pode acontecer é um drone cair e machucar alguém,"
disse a Dra. Sima, rapidamente acrescentando: "Mas não vamos deixar os
drones voarem sobre áreas povoadas".
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Fontes: inovaçaotecnologica.com.br
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#Geologia Extrema
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